Caveblazers é um jogo “indie” desenvolvido pela “Rupeck Games” e publicado pelo “The Yogscast”, lançado no dia 24 de maio de 2017. É um “platformer” desafiante que leva o jogador numa aventura através duma masmorra em que o objetivo é explorar as diferentes cavernas de forma a descobrir o tesouro contido nelas. Sendo um projeto independente e com um orçamento limitado, até foi bastante bem-recebido tendo alcançado uma cotação de 84 (PC Gamer), 80 (Game Spew) e 75 (GameGrin).

O jogo só está disponível para o PC e pode ser encontrado na plataforma “Steam” ou comprado através duma revendedora (por exemplo: Kinguin, Humble Bundle ou G2A).

HISTÓRIA E MECÂNICAS DO JOGO

O jogo não tem uma história bem definida, é mais de exploração livre de várias cavernas e masmorras geradas aleatoriamente. Cada nível que o jogador progride é totalmente diferente de outros que possa ter jogado e, esta mecânica, juntamente com o sistema de “permadeath” (morte permanente), faz com que a experiência que o jogador tenha cada vez que morre e se aventura de novo, completamente diferente e mais dinâmica.

Este sistema de “permadeath” torna o jogo mais difícil, pois quando se morre durante a sua exploração irá voltar ao início, no entanto, ainda consegue ganhar prémios e “XP” (experience points) pelo progresso efetuado até aquele momento. Ao recomeçar, pode-se mudar a aparência física da personagem e a habilidade especial “perk” (permite mudar as suas “stats” para poder especializar a personagem em certas armas ou adquirir certos benefícios que ajudarão nas aventuras).

Também existe um sistema de inventário muito focado no elemento mais “RPG” do jogo, com uma diversidade enorme de items e armas que o jogador pode obter (desde espadas a arcos, canhões, machados, foices, itens sobrenaturais, de magia e muitos mais…). Isto combinado com o sistema de “perks” referido anteriormente permite fazer as mais variadas escolhas sobre a maneira como pretende jogar e como deseja construir a sua personagem.

O jogador tem de evoluir a sua personagem ao longo de cada caverna pois de cada 3 em 3 cavernas aparece um “boss”, um monstro muito mais forte e difícil de combater comparado aos outros, que promete dar luta ao jogador para poder prosseguir para o próximo conjunto de masmorras.

Screenshot da área inicial do jogo, onde o jogador faz respawn após morrer ©Digital Thinking

GRÁFICOS

O jogo tem um estilo gráfico 2D muito único e inspirado fortemente no estilo retro. Apesar de ter gráficos pixelizados, as texturas são de boa qualidade e os modelos (dentro do estilo gráfico) estão muito bem feitos, sendo cada item singular e distinguível dos outros. Porém este mesmo estilo, pode não ser apreciado por todos, especialmente quem preferir jogos com gráficos mais “modernos” e foto-realistas.

SOM

Em termos de design sonoro, o jogo faz um bom trabalho em nos transmitir o que a personagem ouve, para além de ajudar a criar um bom ambiente para as nossas aventuras. A música é calma, mas cria algum clima de suspense para simbolizar melhor a “tensão” presente no ar durante a exploração daqueles lugares sombrios.

Screenshot da personagem a combater um monstro numa caverna gerada aleatoriamente ©Gamepedia

CONCLUSÃO

Caveblazers, apesar de ser indie, oferece muito conteúdo e uma variedade de maneiras de aproveitar esse mesmo conteúdo. No entanto não é um jogo propriamente fácil, sendo necessário alguma concentração e prática para poder avançar, fluidamente, nos vários níveis que são gerados. Para além disso, o sistema de “permadeath” pode também desencorajar alguns jogadores que preferem uma experiência mais casual. Porém, oferece-nos dinamismo e profundidade suficiente, sendo um exemplo muito interessante de um jogo indie feito com dedicação.

Recomendo experimentá-lo até porque é um jogo bastante barato comparado com jogos “AAA” (custa 0.50€ em algumas revendoras).

Gonçalo Chaves
O mundo do gaming e da tecnologia foi, desde sempre, uma grande inflluência na minha vida, mudando muitas vezes o meu ponto de vista acerca do mundo e da forma como encaramos as coisas. Este gosto incansável por tudo (ou quase tudo) relacionado com tecnologia e a inovação tecnológica é um dos pilares que me move e que origina os vários artigos presentes aqui no site.

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